Sous le ciel de Paris
 
 

Final

Capítulo XXXVI

 

 

 

 

Levado à presença da Rainha, Dartinha ajoelhou-se diante do trono. A bela Ana da Áustria bateu palmas nervosamente e ordenou:

- Retirem-se todos! Quero ficar a sós com este homem!

Todos os lacaios, guardas reais e damas de companhia deixaram correndo o enorme salão.

- O senhor também, Cardeal! Gritou Ana, apontando para um volume enorme sob o tapete persa. Richelieu se arrastou para fora e retirou-se de costas, entre mesuras e sorrisos amarelos.

- Dartinha, não poderia deixar de recompensa-lo por ter recuperado o colar.

Disse Ana.

- Peça-me o que quiseres!

- O que eu quiser mesmo?

- Sim, sim, o que quiseres! Repetiu a Rainha, umedecendo os lábios com a língua.

- Bem, eu quero uma passagem de primeira classe na próxima carruagem com destino a Gasconha! Estou deixando Paris para sempre!

A rainha empalideceu diante do inusitado pedido. Ela nutria a esperança de que D’Artagnan se estabelecesse num emprego público, daqueles com ótimo salário e pouco trabalho, como o dos Mosqueteiros, e pudesse passar os dias satisfazendo seus caprichos sexuais. Mas ela era antes de tudo uma mulher nobre, e saberia honrar sua promessa.

- Parte-me o coração saber que este é o teu desejo. Mas se é isto o que queres, assim será. Conceda-me antes uma última polca?

Darta pegou Ana no colo, deitou Ana no solo e a fez mulher. Minutos depois, já de malas feitas e passagem na mão, seguiu até o terminal central das carruagens. Não sem antes dar um pulinho até a taverna, tomar um último trago e desfrutar das últimas polcas com Brigitte, Claudette e Caterine.

 

 

********

 

 

Dois meses depois, a pequena Gasconha se embandeirava em festa. Naquela manhã de domingo D’Artagnan e sua bela Jacqueline se uniriam em matrimônio. Na pequena aldeia as histórias sobre as aventuras do filho pródigo em Paris fizeram de Darta uma personalidade local.

O jovem estava genuinamente feliz em poder retomar sua vida tranqüila naquela pequena comunidade. Só uma coisa o aborrecia: mesmo amando Jacqueline, sentia falta das muitas e fogosas amantes conquistadas em Paris.

Após a cerimônia, na praça principal, a alta sociedade da Gasconha se embalava em muito vinho, música e javalis assados, como nos gibis do Asterix. O prefeito pediu a palavra:

- Minha gente! Muito mais do que a simples comemoração de um casamento, esta festa é a celebração de um novo tempo para nossa progressista Gasconha!

O povo aplaudiu freneticamente.

- Depois de tantos anos esquecida nossa pequena aldeia finalmente vem conseguindo atrair grandes investimentos da capital! A Rainha Ana da Áustria anunciou a construção, aqui, de sua casa de veraneio!

D’Artagnan sorriu maliciosamente. E o prefeito continuou:

- E este é só o começo! Quero apresentar a vocês esta pujante empresária, que promete erguer na Gasconha a maior Taverna, boate e restaurante self-service de toda a França! Lady Clark!

- Mas... Mas... D’Artagnan apenas conseguia balbuciar palavras desconexas quando viu a exuberante Lady Clark passar por ele. Com uma piscadela, a mulher sussurrou em seu ouvido:

- Sorte minha que França e Inglaterra ainda não têm acordo de extradição... A Scotland Yard acabou me soltando!

Pouco tempo depois, a presença da realeza e o grande empreendimento de Lady Clark mudariam a face da pacata Gasconha. Como se não bastasse a polca garantida pela bela ladra e pela exuberante rainha, Brigitte, Claudette e Caterine vieram trabalhar na nova megataberna, cansadas de Paris e dos Mosqueteiros pouco inspirados.

D’Artagnan poderia se queixar de tudo, menos de tédio.

E foi assim que o nobre gascão, homem intrépido e viril que não se contentou em matar mosquitos, encontrou na pequena aldeia natal a realização de todos os seus sonhos, levando uma vida longa e próspera.

Ainda hoje, o visitante que se aventurar pela região da Gasconha ouvirá, em trovas e prosas, a história de D’Artagnan. E poderá ler, no túmulo do herói, a frase que sintetiza sua vida singular:

- “Polcar sempre vale a pena, se a espada não é pequena”.

 


 

 

 

 

Foi lindo, não?

Obrigado por sua visita a está página e até a próximo Web-Novela!

 

 
FICHA TÉCNICA
 
 
 
Diretor Editorial
 
Alle Du'Bois
 
 
Editor de Obras de Referência
 
Alle Du'Bois
 
 
Gerente Editorial
 
Alle Du'Bois
 
 
 
 
Revisores
 
Alle Du'Bois
Alle Du'Bois
Alle Du'Bois
Alle Du'Bois
Alle Du'Bois
 
 

 

Arte Principal
 
Alle Du'Bois
 
 
 
Arte Final
 
Alle Du'Bois
 
 
 
Designer
 
Ramon George Alle
 
 
 
Realização
 
Central de Produções
 

 

 

 

 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo XXXVI
Carregando, aguarde por favor...
   CAMINHOS PARA A LUZ®           Art by   >> Ramon George Alle <<           Novela - Sous le ciel de Paris - Capítulo XXXVII               www.caminhosparaluz.com