Sous le ciel de Paris
 
 

O Colar? Chega ou não chega?

Capítulo XXXIII

 

 

 

 

As horas passavam como as nuvens passam nos céus de Paris. Como passam as águas suaves de um riacho sereno. Como passam os ônibus lotados na hora de irmos para o trabalho. E nada dos quatro cavaleiros chegarem com a jóia. O Rei Luiz XIII colocou Richelieu em frente do Sr. De Tréville e soltou o verbo:

- Que história é essa de que a Rainha tem um amante que ficou com o colar de diamantes?

- Quem disse que eu disse isso, Majestade?

- O Sr. De Tréville.

- E Vossa Majestade vai acreditar em mim, que sou um Cardeal ou nesse pagão infiel?

- Olha aqui. Pagão infiel é a... a...

Quando De Tréville já ia ofender a genitora do Cardeal, o mestre de cerimônias bateu três vezes com o bastão no chão e anunciou com voz imponente:

- Sua Majestade, Ana, Rainha de França!

Richelieu empalideceu. No salão de entrada, a rainha estava mais pálida do que ele. Caminhava com passinhos de noiva na hora de chegar ao altar para o casamento. Entraria no recinto da festa sem o precioso colar e fosse lá o que fosse. Sabia que Richelieu aproveitaria a ocasião para contar tudo ao Rei. Agora já não tinha mais esperanças de tirar o pescoço da guilhotina. Quando ela caminhava, surge uma linda mão de rapaz com o colar de diamantes que iluminava o ambiente. Ana da Áustria balbuciou “Dartinha”. E não sabia se estava mais contente em ver o colar ou os olhos e o sorriso feliz de D’Artagnan. Foi só o tempo de colocar o colar no seu belo pescoço e entrar de cabeça erguida, linda e fascinante no salão. As damas da corte e os nobres cavalheiros vibravam e gritavam felizes:

- Inha Inha Inha! Ana é nossa Rainha!

O Cardeal quase desmaiou e o Rei perguntou:

- O que é o senhor ia me dizer Richelieu?

- Eu? Eu... Nada! Aliás, quem é eu para dizer alguma coisa...

De Tréville, que era muito católico, ajeitou a situação. O Cardeal se afastou de fininho e De Tréville explicou ao Rei:

- Sabe, Majestade. Acho que o Cardeal está muito estressado. É trabalho demais. E ele só abria a boca quando tinha certeza, mas... A idade vem chegando...

E o Rei puxou o corinho do “Parabéns Pra Você” e foi dançar a valsa com rainha. A Rainha valsou feliz, mas o que ela queria mesmo era uma polca com D’Artagnan.

O dia amanheceu. O Grande Baile de Aniversário foi um sucesso inesquecível.

Às dez horas da manhã os quatro heróis estavam na sala do Sr. De Tréville que estava satisfeitíssimo. Athos, ainda com um curativo naquele local abundante, arriscou:

- Chefe. Vamos dar um emprego para o Darta?

- Oh! Tudo o que eu quero na vida é ser Mosqueteiro!

- Mosqueteiro? Fale corretamente. É Mosquiteiro. Com “I”. “I” de Iscola...

 

 

Athos era tão burro com “I” de Ignorante?

 

 

 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo XXXIII
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