Noite de sexta-feira. Dia Internacional do Motel. Em Paris ainda havia isso, mas se os bosques contassem tudo o que viam nessas noites francesas, o mundo saberia que amor e meio-ambiente formam um todo de sonhos, poesias e encantamento e sendo julho, muito trabalho para parteiras em abril próximo vindouro. Esta era uma sexta-feira especial, porque se comemorava o aniversário da Rainha, Ana da Áustria e toda a corte aguardavam que ela surgisse linda maravilhosa no salão, com seu colar de alfinetes de cabeça de diamantes. A orquestra havia ensaiado os Parabéns pra Você e todos sentiam que alguma coisa estranha estava acontecendo. O Rei, à beira de uma crise de nervos. O animador inventava brincadeiras e mais brincadeiras para preencher o tempo. Richelieu estava observando o desespero do Sr. De Tréville e sabia que ele havia mandado seus quatro heróis em busca da jóia, para evitar que houvesse uma guerra entre a França e a Inglaterra. De Tréville aproximou-se do Rei e disse: - Majestade, é com o coração lotado de tristeza e a alma afundada num Titanic de desespero que tenho que lhe comunicar que, infelizmente, a Rainha não poderá vir ao salão. - Como não poderá? Na noite de seu aniversário? Mandei fazer salgadinhos, pasteizinhos, empadinhas. Contratei a orquestra que vai tocar Parabéns Pra Você pra mim... - Perdão Majestade. Pra ela... - Não De Tréville. Pra mim. Afinal quem é o Rei aqui? - Assim seja Majestade. Assim seja... - Mandei fazer um bolo de dois andares e uma cobertura. Disse o Rei orgulhoso. - Ela não virá porque espalharam que ela deu o colar de alfinetes de diamantes para um amante e foi por isso que Richelieu deu a sugestão para que ela o usasse esta noite. - Mas é um colar de diamantes ou de amante? Você está embaralhando tudo, De Tréville. O Rei mandou chamar Richelieu para colocar um frente ao outro. As damas e os cavalheiros da Corte começavam a ficar inquietos e ameaçavam um corinho naquela base do “Queremos a Rainha! Queremos a Rainha!” “Parou por que? Por que parou?” Enquanto isso... Tem sempre um “enquanto isso” nesta alucinante narrativa. Não deixe de ler o próximo capítulo repleto de emoções. O Grande Baile da Angústia
Capítulo XXXII