Após encher de caraminholas a cachola do Rei Luiz XIII, o Cardeal Richelieu jogou uma outra suspeita sobre o desaparecimento da criada real. Que ela teria sido assassinada. O Rei perdeu a calma e quis saber quem seria o possível matador. Richê não teve alternativa senão soltar seu veneno maior: - Eu não posso afirmar nada, Majestade. Só posso repetir o que um dos meus soldados comentou no quartel. Que quem matou Mari Abadiê teria sido... A rainha. O Rei esbugalhou os olhos, escancarou a boca e ficou de cabelos em pé. Não conseguiu dizer uma só palavra. Os pés ficaram gelados e as orelhas tão quentes que fumaça podia ser vista saindo do lobo. Richelieu achou bom se afastar e ir curtir suas fofocas na cama de sua casa que é um lugar quente. O Rei ordenou que o Sr. De Tréville fosse chamado ao palácio. Entrementes, lá em Londres... Lady Clark levou os quatro amigos até as proximidades do castelo do Duque de Buckinghan e pediu para voltar à cidade, pois temia que o Duque lhe fizesse algum mal. Athos bateu no portão e um lacaio veio atendê-lo: - Queremos falar com o Duque. - Infelizmente, nobre senhor não será possível. - Como não será possível? Abra este portão Immédiatement. - Meu senhor, o nobre Duque viajou para Manchester e só deverá voltar depois de amanhã. E falando assim, o lacaio fechou a portinhola da abertura no portão na cara dos quatro. Diante disso, eles só tiveram a alternativa de voltarem à estalagem onde estavam hospedados. - Será que Lady Clark tem alguma coisa a ver com essa história do roubo dos diamantes? Indagou Porthos. - Sei não. Respondeu Athos. E seguindo a ordem natural, Aramis deu sua opinião: - Não acredito nisso. Se ela tivesse alguma coisa não nos levaria ao lugar certo. - Eu também acho que é inocente. Mas vou conferir isso ainda hoje. Irei esta noite a casa dela para pagar as cinco libras que ela me deu. Decidiu Darta. - O aniversário da rainha será sexta-feira. Hoje é segunda. E o Duque nos atrasa dois dias... - Tem razão, Porthos. Vai ser uma loucura voltar para Paris na quinta-feira. Anoiteceu. D’Artagnan foi ao castelo do Duque onde Lady Clark estava hospedada. Aquele mesmo lacaio tinha recebido ordem dela para deixar o cavalheiro entrar. Em sua alcova, Lady estava linda como sempre e o esperava ansiosa deitada sobre a colcha azul de sua cama convidativa: - Venha meu amor. Apague a fogueira que arde em meu coração. Não sou Joana D’Arc para morrer queimada. Darta achou que poderia interrogar a linda mulher depois e... Tome polca. Pois é. Neste capítulo não houve suspense. Será que, mesmo assim, você verá o capítulo seguinte? Ah! Notou também que neste capítulo ao invés de “enquanto isso” eu usei “entrementes”? Quem Matou a Criada?
Capítulo XXVII