Sous le ciel de Paris
 
 

Richelieu e Suas Intrigas

Capítulo XXVI

 

 

 

Lady Clark, sem saber que os quatro não sabiam de seu envolvimento no caso do assassinato da criada e roubo dos diamantes, acreditou que os amigos tivessem vindo à Inglaterra para procurá-la. Assustada, tentou se fazer de inocente e foi aí que entregou o ouro aos bandidos. Opa! Bandidos não, mocinhos. Depois de se entreolharem maliciosamente, D’Artagnan usou sua arma perigosa contra as mulheres. Um olhar romântico que quase fez a linda criminosa derreter, e disse com voz suave:

- Foi muito bom encontrá-la aqui, Lady Clark. Eu cheguei em Londres esta madrugada e não consegui emprego. Preciso de algumas libras esterlinas e...

- Ora, meu amor. Tome cinco libras. Depois você me paga em Paris.

E seguiram para o Palácio do Duque de Buckinghan.

Enquanto isso... Tem sempre um “enquanto isso” nesse e-mail novela, para quebrar a monotonia de tão empolgante narrativa.

No palácio real, o Cardeal Richelieu se encaminhou à sala do trono onde, pensativo, o Rei Luiz XIII procurava resolver os problemas de França.

- Majestade Tudo bem?

- Não Cardeal. Eu senti hoje que a rainha estava muito dengosa...

- Mas não é possível, amado Rei. Estamos no inverno e no inverno a dengue desaparece.

- Não falo dengosa no sentido de ataques do mosquito, Cardeal. Falo em dengosa no sentido de que está muito dócil. Com um olhar parado. Diria um olhar de quem está apaixonada.

- Vossa Majestade está desconfiada de alguma coisa?

Indagou maliciosamente Richelieu e insinuou:

- Ter uma esposa bonita e jovem como a austríaca é mesmo preocupante. Ainda mais em sua idade.

O Rei percebeu onde o Cardeal queria chegar e preocupou-se:

- Sinto uma leve insinuação em suas palavras, Cardeal. Haverá na minha cabeça alguma coisa além da Coroa de ouro e de rubis?

- Nunca se sabe o que se passa no coração de uma mulher. Mas longe de eu duvidar da lealdade de sua esposa. Comentários maldosos sempre se pode ouvir pelos salões. Os nobres têm se mostrados curiosos com o desaparecimento de Mari Abadiê.

- Quem é Mari Abadie?

- A criada que cuida dos aposentos reais.

- É mesmo Cardeal. Faz muito tempo que eu não a vejo pelos corredores.

- Há quem diga que ela teria sido assassinada.

- Assassinada? Mas como? E Por quê?

- Porque não sei. Ninguém insinuou nada fora do palácio. Mas por quem ouvi comentários.

- Diga! Diga! Preciso saber e mandar para a guilhotina se alguém de fato a matou.

O Cardeal disse que deveria dizer não dizendo e o Rei Luiz XIII indignou-se:

- Exijo que o senhor diga sobre quem pairam dúvidas de que tenha assassinado a criada.

- Eu não posso afirmar nada, Majestade. Só posso repetir o que um de meus soldados comentou no quartel. Que quem matou Mari De Abadie teria sido...

 

 

Quem? Quem matou Salomão Ayala? Desculpe, foi engano. Isso todo mundo já sabe. Quem teria matado a criada?

Saiba sobre quem o Cardeal levanta a suspeita, no próximo capítulo maldoso. Ou melhor. A suspeita maldosa no próximo capítulo.

 

 

 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo XXVI
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