Sous le ciel de Paris
 
 

Quatro velas para quatro defuntos

Capítulo XXI

            

 

Enquanto o Sr. De Tréville não chega ao palácio e para que esta web-novela não perca o seu ritmo alucinante. Voltemos ao encontro entre os quatro amigos que interrompemos quando Darta estava na maior saia justa. Depois de jurarem vingança, entre outras coisas que foram fazer no banheiro, partiram ao encontro do jovem da Gasconha. O encontraram acabando de receber duas moedas de ouro de uma conceituada dama da Corte (cujo respeito não nos permite revelar o nome) após uma rápida passagem por sua garçoniere.

- Enfim o encontramos. Gritou Athos.

- Que surpresa. Eu estava aqui dando uma rápida conferida nessa dama da alta sociedade.

- Quem é ela? Indagou Aramis sempre curioso.

- Não posso revelar seu nome.

Explicou D’Artagnan.

– Só posso dizer que ela tem uma teoria: para ela não basta parecer prostituta. Precisa ser prostituta.

- E para nós não basta parecer professor. Precisa ser professor!

- O que quer dizer com isso, Porthos?

- Quero dizer que você nos deu um curso de dois meses e quando fomos usar o que aprendemos passamos maior vergonha de nossas vidas, seu cretino. Brigitte estranhou meu galanteio! Vociferou Athos...

- Claudette me chamou de maluco! Desabafou Porthos...

- E Michelle perguntou se eu estava bêbado. Completou Aramis.

- Vocês fizeram tudo direitinho como ensinei?

- Sim. Claro!

- E não funcionou?

- Não, Darta estelionatário!

- Estranho. Comigo nunca falha.

- Pois falhou. E agora vamos lutar até matar você. A escala já foi feita! Duas horas, duelo comigo. Athos, o maior espadachim da Europa!

- As duas e meia comigo. Porthos, o estripador!

- E às três horas, se ainda estiver vivo, duelo comigo, Aramis. O mata quieto e sem dor!

- Bom. Se for isso o que vocês querem, mancharei minhas roupas com o sangue de três amigos defuntos. Amanhã Paris terá o mais belo funeral de todos os tempos. Será bom para os jornais. Já estou vendo na manchete do Le Figaro: "Chacina atrás da Notre Dame"!

Combinaram tudo. No dia seguinte duas horas da tarde, atrás da Catedral. O carrilhão de Notre Dame bateu as quinze badaladas das quatorze horas (já expliquei que era horário de verão) e os quatro chegaram para morrer ou morrer. E sabe quem estava lá?

 

 

Ainda bem que você não sabe. Se soubesse pra quê fazer suspense, não é mesmo.

 

 

 

 

 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo XXI
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