A revolta dos amigos
Capítulo XII
Alguma coisa estava acontecendo na festa do palácio, mas na mesma hora Porthos acordava seus inseparáveis amigos para uma notícia alarmante:
- Acordem! Acordem! Vocês nem podem imaginar o que Brigitte me contou.
- Pô, Athos. Acordar a gente às três horas da madrugada!
- Já sei. Perdemos a batalha do Senegal e agora da Irlanda. Disse Athos com voz de sono.
- Nada disso.
Retrucou Porthos.
– Enquanto a gente bebia vinho numa boa, o caipira gascão comeu nossas quatro mulheres.
- O que?
- Foi sim. Brigitte me contou que o rapaz é uma caldeira. E tem mais. Cada uma de nossas namoradas deu-lhe três moedas de ouro.
- De ouro?
- Michelle deu-lhe cinco moedas!
- De ouro???
- De ouro!!!
Aramis ficou vermelho e explodiu num acesso de ódio:
- Vou picar esse Darta em pedacinhos com o fio de minha espada.
- E eu vou cortar tudo o que ele tiver pendurado. Berrou Porthos.
Todos voltaram a dormir sonhando com o que fariam quando encontrassem D’Artagnan na manhã seguinte.
Enquanto isso...
No palácio real a festa continuava e as quatro amigas, Jeanne, Brigitte, Claudette e Michelle contavam para as demais damas da Corte, as maravilhas que Dartinho era capaz de fazer sob ou sobre os lençóis de seda de uma cama. Princesas, baronesas, duquesas e cortesãs de toda a Europa que participavam da linda festa promovida pelo Rei Luiz XIII ouviam maravilhadas e com água na boca, os detalhes do estilo de fazer amor do jovem que veio da Gasconha. E comentavam que por três moedas de ouro até que era um preço justo. Mas a linda moça que viera na carruagem e chamava a atenção de todos, conversava baixinho com Ana da Áustria, a jovem esposa do Rei.
A vingança dos três amigos será maligna?
E quem é a misteriosa mulher da carruagem?
