Sous le ciel de Paris
 
 

 

A estranha moça na festa

Capítulo XI

 

Quando D’Artagnan fazia sua penosa viagem da Gasconha até Paris, foi tirado da estrada pela passagem de uma poderosa carruagem puxada por quatro belos cavalos em alta velocidade e em cujo interior o jovem gascão viu uma linda mulher como passageira, que se dirigia para a capital da França. Darta, mesmo após ter mostrado suas excepcionais qualidades de amante para quatro francesinhas de salão, ainda estava visivelmente perturbado pela visão que havia tido na estradinha de terra e sonhava em rever a encantadora dama da carruagem.

Mas quem era ela?

Enquanto os quatro amigos se divertiam na taverna, naquela mesma noite o palácio do rei estava em festa. Milhares de velas deixavam os salões mais iluminados que prédios públicos de Brasília durante a madrugada e o Rei Luiz XIII, em companhia de sua linda e jovem rainha, recebia os convidados para aquela noite especial.

Entre as figuras importantes, o duque de Buckingham, comandante-em-chefe dos fabulosos exércitos do rei da Inglaterra, que viera a Paris na esperança de conseguir um acordo diplomático que evitasse a guerra sangrenta entre os dois países. Cada palavra era detalhadamente estudada. Cada gesto atentamente observado pois franceses e ingleses tinham todo o cuidado em evitar uma guerra que se prenunciava como a mais terrível do século.

Mesmo nesse ambiente de tensão, o sempre atento cardeal Richelieu percebia que o duque inglês, conhecido em toda a Europa como “Xeque Mate”, porque papava todas as rainhas, fazia olhares insinuantes para a linda esposa de Luiz XIII. Não era mais segredo na França que toda a vez que Buckingham vinha a Paris mostrava-se perdidamente tarado pela rainha, Ana da Áustria, uma loira inteligente, bonita e gostosa que só suportava Luiz XIII, já avançado em idade, porque afinal ele não era nenhum Pelé, mas também era rei. Foi quando uma outra bonita moça entrou divina e deslumbrante pelo salão e foi ficar ao lado da rainha. Richelieu sorriu. Havia alguma coisa no ar além dos urubus brevetados.

 

 

Quem seria a linda mulher tão amiga da rainha? E por que o Cardeal Richelieu sorriu maliciosamente?

 

 

 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo XI
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