Sous le ciel de Paris
 
 

 

 

Mulheres e vinho parisienses

 

 

Capítulo VII

 

 

Realmente o Sr. De Tréville estava possesso e sabendo que iria sobrar para eles, Athos, Porthos e Aramis aproveitaram a confusão para dar uma saída à francesa, o que, aliás, era muito comum em Paris. E foram puxando D’Artagnan que não gostou nada disso:

- Espera ai turma. Eu viajei até que minha bunda tomasse o formato da cela do meu cavalo para falar com o Sr. De Tréville. Deixe-me aproveitar a oportunidade.

- Meu caro, se você quer falar com ele deixe para amanhã. Mas diga uma coisa. O que é que você quer com o Tréville?

- Bem. Vim para tentar ser igual a vocês. Um Guarda Real. Ser um dos Mosqueteiros.

- Mosqueteiro? Não diga meu jovem. Porthos respondeu com ar de ironia e os outros dois concordaram rindo.

- E quanto é que você tem de dinheiro?

- Algumas moedas de prata. Por quê?

- Ora, porque os novatos precisam aprender que os Mosquiteiros dividem tudo entre os colegas. Estamos com vontade de uma noitada e sem dinheiro na bolsa. Considere-se um de nós e vamos festejar.

D’Artagnan vibrou de felicidade. E lá foram os quatro para a Taverna das Mariposas, onde mulheres bonitas permaneciam sempre a espera do grande amor de sua vida. Athos comandava todos os movimentos. Chamou Jeanne, uma simpática morena de cabelos negros e deu a dica:

- Temos aqui um caipira que não conhece Paris. Está com o dinheiro. Moedas de prata. Cuide dele pra mim, ta meu amorzinho?

- Deixe comigo. Ele esta noite vai conhecer a graça, o charme e o encanto da mulher parisiense.

- A malandragem também. Disse Athos sorrindo. E levou-a para a apresentar ao jovem da Gasconha:

- Quero que você conheça Jeanne. Ela é minha prima e uma moça de muito respeito e muito direita.

- Encantado. Disse Darta olhando os belos seios da jovem, redondinhos como duas pêras naquele tempo em que não existia silicone para enganar ninguém. Brigitte, Claudette e Caterinne todas "primas" dos três amigos, vieram para mesa. E o taberneiro trouxe vinho de alto preço. D’Artagnan tomou apenas um caneco e puxou Jeanne para o lado cochichando:

- Onde é que podemos ficar a sós?

 

 

Amor à primeira vista? Ou amor ao primeiro caneco de vinho?

Darta não sabia onde estava se metendo. Mas confiava nos novos amigos.

 

 

 
 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo VII
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