Duelo: tinha, mas acabou Capítulo VI Porthos e Aramis se preparavam para ajudar Athos, que lutava contra D’Artagnan, e a parada estava difícil, quando surgiram os soldados rivais e um deles gritou: - Por ordem do Cardeal Richelieu, os duelos de rua estão proibidos. Larguem as espadas e nos acompanhem. Vocês estão todos presos! - Desde quando um Guarda Real obedece a um cardinalista? Respondeu Aramis, brandindo a espada, seguido de Porthos imediatamente. Athos deixou a luta com Darta e partiu também para a briga. - Isso é palhaçada. Vocês três contra nós que somos quinze? Sorriu o comandante da tropa. - Quatro! Apressou-se D’Artagnan – Eu luto ao lado dos amigos. - Melhor é ir tratar de sua vida, rapaz. Essa briga é para veteranos. Gente com experiência. Disse Athos. - Isso era antigamente. Agora o Duque Felipão ensinou que Romário deve ficar quieto e Kaká, que é igual a mim, bonito e solteiro, entra na confusão. - Sabe de uma coisa, Aramis? Não me importa que a mula manque o que eu quero é rosetar. Porthos topou a parada. Levantou a espada e gritou fazendo um gesto muito famoso: - Independência ou Morte! - Não é nada disso, Porthos. Deixa de ser burro. A frase é “Um por todos e Todos por um”. Os três veteranos sorriram prontos para entrar na luta. Mas de dentro do quartel saíram dezenas de Guardas Reais prontos para encarar a batalha. Os soldados de Richê riscaram a espora nos cavalos e fugiram desesperados. E com os companheiros de Athos correndo atrás deles, foram se refugiar em direção do palácio do Duque de La Trémouille, aliado do Cardeal. De dentro do palácio, tropas cardinalistas vieram lutar contra os Guardas reais. Em poucos minutos a praça estava transformada numa batalha campal. Vários mortos e feridos de ambos os lados. Athos que adorava uma confusão já estava se preparando para botar fogo nos portões do palácio, quando o Sr. De Tréville surgiu no local empinando o cavalo: - Mas o que é isso? Chacina na favela? Voltem para o quartel! Todo mundo! Já! De Tréville estava desesperado. Se o Rei havia ficado nervoso com a briga no bosque, imagine agora na praça mais movimentada de Paris? Já havia gente por todos os cantos para assistir a batalha ao vivo. Surgiram os vendedores de cachorro-quente, mate espumante, churrasquinho de gato na brasa, todos pensando em faturar alto. Flanelinhas perguntavam aos que amarravam seus cavalos nos postes se podiam tomar conta. Podiam ou não podiam tomar conta dos cavalos? Começaria a batalha sem esperar os repórteres da televisão? De Tréville fez bem em suspender o duelo-show?