Sous le ciel de Paris
 
 

 

 

O pau comeu na casa do Rei

 

Capitulo IV

 

Enquanto D’Artagnan seguia pela estrada para tentar ser recebido pelo Sr. De Tréville, naquele mesmo momento na Sala do Trono, o chefe da Guarda Real estava de joelhos tentando acalmar o Rei Luiz XIII que ficara muito nervoso:

- Não me interessa quem seja o culpado. Afinal de contas que rei sou eu? Serei, por ventura o rei da cocada preta? O rei do futebol? O rei da coroa de lata?

- Ora Majestade. Todos sabem que vós sois o Rei de França, o homem mais admirado pelas mulheres do reino.

Aristocrata, fino, capaz de ir ao Hipertensão e saborear uma barata usando garfo e faca. Um exemplo para toda Paris, para toda a França, para toda a Europa e para toda a Bahia.

- Pare Sr. De Tréville. Isso tudo já sabemos e está comprovado. Mas o que eu não admito, já disse e tornou a acontecer. É que os homens de minha Guarda entrem em luta contra os soldados do Cardeal Richelieu.

- Perdão amado Rei. Meus homens são leais à Vossa Majestade até a morte. Se os soldados do Cardeal o ofenderam, eles são como os Gaviões da Fiel e partem mesmo para a briga.

- Esse é um problema entre os corintianos e os palmeirenses. Mas não se esqueça de que foram mortos sete homens do Cardeal ontem, Tréville!

- E dois de nossos valentes Guardas, Majestade.

- Agora chega! Minha palavra é de Rei. Estou falando sério. Você sabia que estamos sendo provocados para entrarmos em guerra com a Inglaterra? Não tem o menor cabimento perdermos homens em duelos de francês contra francês. Já chega o Senegal, o Uruguai e a Dinamarca! E quanto àqueles três que começaram a confusão, já não dá mais para suportar e não aceito desculpas.

- Foram Athos, Porthos e Aramis. Eles trazem no corpo as cicatrizes das lutas que enfrentaram para defender a vida de Vossa Majestade. Lembra quando o amado Rei foi pego em flagrante com a mulher daquele violento terrorista no Motel Comeu Pagou?

- Não era motel, Tréville. Era um self service. Comida a quilo. Pensei que poderia comer o que bem desejasse e depois pesava e pagava.

- Mas a mulher do terrorista, Majestade?

- Sim. Mulher do terrorista, mas uma bela jovem de 25 anos.

Pesava 52 quilos e eu paguei dois francos por quilo. Mas o que interessa é que você diga aos seus homens que não quero mais lutas contra a patota do Richê.

- Fique tranqüilo. Nunca mais haverá luta contra os soldados do Cardeal. Mesmo que eles voltem a dizer que o topete à lá Itamar de Vossa Majestade é uma peruca japonesa!

 

 

Mesmo que digam isso? Será que Rei Luiz XIII aceitará uma ofensa assim? Veremos se o Sr. De Tréville escapará da guilhotina.

 

 

 

 

 
 
"Sous le ciel de Paris"
Capítulo IV
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