A mulher da carruagem Capítulo III Ao amanhecer, toda a cena que havia tirado o sossego da pequenina vila da região da Gasconha na noite anterior já havia sido esquecida. Jacqueline ainda dormia feliz com o sucesso e os aplausos que receberá. D’Artagnan ouvia as últimas recomendações de seu pai, que o havia ensinado todas artes de manejar uma espada e escrevera uma carta solicitando um emprego para ele ao chefe da Guarda Real, Sr. De Tréville, de quem fora colega na Escola de Artes Marciais da França, antes de ir viver no interior. Darta despediu-se do pai, da mãe e dos irmãos e montou em seu cavalo para realizar a cansativa viagem até Paris. Quando foi saindo da vila onde nascera, as pessoas estavam à sua espera acenando lenços brancos de despedida e desejando-lhe boa sorte. Seria uma honra para o lugarejo ter um de seus filhos pertencendo ao mesmo grupo dos três heróis nacionais: Athos, Porthos e Aramis. Após ter passado um dia todo viajando, e ter dormido numa clareira no meio da floresta, Darta despertou para o segundo dia de viagem. Já estava cavalgando há quase duas horas pela estrada rumo à capital, sonhando em chegar logo à presença do Sr. De Tréville e ingressar na honrosa Guarda Real, quando ouviu o galopar de cavalos que se aproximavam em alta velocidade. Mesmo sentido-se ofendido, o orgulhoso gascão (como são chamados os caipiras que nascem na Gasconha) foi obrigado a sair da estrada para deixar passar uma luxuosa carruagem puxada por quatro maravilhosos cavalos. Mas sentiu-se recompensado quando avistou dentro do veículo uma linda moça. Em sua opinião, a mulher mais linda que já vira na vida. E ficou feliz ao pensar que ela estava indo com destino a Paris, exatamente para onde ele estava indo e lá ele procuraria se aproximar da encantadora passageira. O que D’Artagnan não sabia, é que aquela moça trazia muita maldade em seu coração. E fazia a viagem com sinistros pensamentos. A linda mulher que o encantara tinha planos terríveis e pretendia agir malignamente assim, que chegasse à Corte do Rei Luiz XIII. Tais pensamentos nem poderiam passar por sua cabeça, pois tudo o que desejava era conquistar um lugar de destaque em Paris, ser muito importante, amado por muitas mulheres e ficar rico como os nobres dos quais seu pai contava histórias relembrando os tempos de sua juventude na Cidade Luz. Enquanto isso, alguma coisa desagradável estava acontecendo no Palácio, envolvendo exatamente a figura do Sr. De Tréville. Qual seria a relação entre Darta e o problema no Palácio? Atrapalharia seus planos? E quem seria a misteriosa bela mulher da carruagem?