Roma, terra do vinho e da orgia Capítulo VI
Entre os estabelecimentos de bacanais mais famosos daquele período de apogeu do Império Romano, podia-se destacar “La Casa Di Irene”, freqüentado por César e sua patota mais íntima; “Bacanal Di La República”, onde se encontravam os senadores e seus chefes de gabinete; “Elas são eles e Eles são elas”, luxuosas bacanais de GLS e, na Via Torniere, situavam-se os bacanais freqüentados pelos romanos de castas menos nobres, no local denominado “bacanódromo”. Na porta agiam os traficantes de mulheres que vinham dos países dominados e trabalhavam livremente no meio da rua anunciando “mulheres lindas de Atenas! É cinco dinheiros aqui na mão”. Roma se orgulhava de ser “a capital dos devassos” e reis de países ainda não dominados faziam longas viagens para visitar as famosas casas de bacanais, os grandes shoppings de orgias e as deslumbrantes saunas mistas, mais mistas do que saunas, porque ali, ao contrário de uma música que estava sendo tocada pela Rádio JovemRoma, o de cima descia e o debaixo subia conforme a má qualidade do vinho que sacoleiros traziam da Mesopotâmia e diziam que tinha tudo, menos uva.
César não estava feliz aquela noite. Nem mesmo Aretamas, a Grega, conseguia despertar qualquer sentimento de alegria ao imperador Ele só queixava:
- Onde foi que arranjaram aquele estúpido etíope que se atreveu a comer um leão em plena estréia do meu Coliseu?
- Pois é César. E dizem que ele nem era escravo. Tinha comprado ingresso e entrou na fila errada.
- Temos que lhe dar uma lição exemplar.
- O povo está exigindo o dinheiro de volta.
- Pois cada um que pedir o dinheiro de volta você manda para arena lutar contra os gladiadores.
- Mas César, e se alguém do povo matar um gladiador?
- Ninguém vai poder matar um gladiador. Ele vai de espada de verdade ao invés da de borracha e com revolver carregado. Gladiador tem quer ser machão como diz Leila Diniz.
Aretamas se aproximou linda, sorridente, vestida de feiticeira. Inteiramente nua e só com um véu cobrindo parte do rosto.
- Ave Cesinha. Vamos fazer um bacanalzinho?
- Mulher, não vê que estou falando de assuntos de Estado?
- Ora, Cesinha. Aqui não é lugar de assuntos importantes! É ora da orgia. Temos que manter nossa fama de devassos.
Então César ordenou que todos os Legionários partissem na caça ao etíope e tirou a túnica. Aretamas, a Grega, deitou-se ao lado e a noite parecia ser promissora.
O dia amanheceu. César foi levado de maca para o palácio. Uns diziam que era excesso de vinho, mas os empregados da “Casa Di Irene” afirmavam que ele foi fazer a terceira tentativa com Aretamas, a Grega e sofreu duas paradas cardíacas e uma interrupção.
Depois da execução do hino “Roma Ama César”, o presidente do senado, Tulius Stensor abriu a sessão e o assunto era o fracasso que festa do Coliseu Romano que havia custado 150 milhões de dinares, sendo que destes, 25 milhões nas obras e o restante em superfaturamento. O senador Larápius Escabrosium, líder da oposição pediu a palavra. Como palavra era a única de graça que se podia pedir no plenário, o presidente a concedeu.
E agora? Aprovam ou não aprovam o projeto de lei que determina a morte de César? O que fará Benestratos, o Fiel, líder do governo em tão importante sessão senatória?