A espada de César Capítulo I
Roma vivia seu período áureo no século VI a.C. e os de cima subiam enquanto os de baixo desciam sem nenhum problema. As Legiões Romanas acumulavam vitórias sobre vitórias. Sua moeda estava equiparada ao dólar graças ao plano Vesúvio, idealizado por Camilus Bosco, um dos economistas mais populares de seu tempo e o que a realeza queria mesmo era curtir a vida com muito vinho, muitas orgias, muitas mulheres e às vezes até muitos rapazes. Eram bacanais muito bacanas.
Roma era uma República governada pelo Senado cujas decisões eram totalmente obedecidas, embora César tomasse resoluções de seu interesse através de Medidas Provisórias nem tão provisórias assim. O único embaraço era a presença de Távios, o Futurólogo, homem muito culto que tinha extraordinários poderes para adivinhar o passado, presente e futuro das pessoas, além de receber mensagens do além que traziam revelações surpreendentes. Távios, o Futurólogo era respeitado por todos os romanos que, ou o admiravam ou morriam de medo dele e só não haviam conseguido fazer uma CPR – Comissão Parlamentar Romana contra ele porque César ameaçava fechar o Senado se alguém mexesse com Távios.
Naquela manhã, César estava numa ressaca de fazer dó, porque havia tomado vinho e comido muitas iguarias e mulheres numa bacanal na casa de Calígula, um jovem ambicioso que sonhava em tomar o lugar de César e para isso promovia festas que eram muito badaladas nos papiros sociais e freqüentadas pelas mais lindas e perfumadas mulheres romanas. Entre todas se destacava Aretemas, a Grega, uma ninfeta de 20 anos, mas com experiência de uma senhora de 40 e que enlouquecia os homens ricos e poderosos, de quem tirava bolsas de ouro para dar aos seus gigolôs gladiadores porque Aretemas adorava uma espada. Quanto maior fosse a espada do gladiador, mais bolsas de ouro ele ganhava.
César estava tão bêbado que no fim da noite levou Aretamas, a Grega para seus aposentos pensando em ter uma noite de carícias e loucuras. Mas teve uma decepção quando a linda ninfeta exclamou surpresa:
- A sua espadinha é desse tamainho?
Ela não sabia que César não precisava ter espada grande porque os gladiadores eram pagos para defendê-lo de qualquer ataque.
O sol já estava esquentando a cidade, quando o lacáio Escamoteu entrou nos aposentos sem se importar com a presença de Aretamas inteiramente nua, deitada com suas ancas brancas e bem torneadas viradas para a lua e dormindo profundamente. Acordou César e disse:
- Ave César. O senhor tem que se levantar.
- Eu não estou levantando nada, disse César ainda com sono. Estou é com uma dor de cabeça infernal.
- Mas hoje é o dia da inauguração do circo. Insistiu o lacáio.
- Já estou de saco cheio com esses circos. Sempre a mesma coisa. Trapezistas que caem do trapézio, chinês que rola pratos nas varinhas, motoqueiros fazendo o globo da morte e palhaços que contam as mesmas piadas.
- Não César.
Esclareceu o lacaio
- hoje é a inauguração do novo circo que o senhor construiu. O Coliseu Romano.
- É hoje? Que legal. Exclamou César... E arranjaram bastantes cristãos pra gente ver os leões devorarem?
Começou bem, não?