Em um carroção puxado por dois cavalos, os seis guerrilheiros encapuzados levaram a moça seqüestrada para um cativeiro escolhido pelo jefe Aztecano. Quando lá chegaram foi aquela bronca do líder guerrilheiro:
- Quem é esta mulher, idiota?
- Es lá filha de Don Augustin, amado jefe.
- Non. Non eres. Esta mulher non é la niña Bienvenida.
Os seis seqüestradores ficaram atônitos. E o chefe Aztecano, delicadamente indagou para a jovem que estava amordaça e de mãos amarradas às costas:
- Quien eres tu?
- Muuu uuu uuu.
- Não entendo nada...
- Muuuuu uuuu muuuu. Repetiu a jovem que não podia falar pois estava com a boca amordaçada.
Furiosamente chefe Aztecano gritou a um dos seqüestradores:
- Quem teve a idéia de colocar essa mordaça na boca da moça? Agora como vou saber quem é ela, se não se ela não pode dizer?
- A gente tira a mordaça, jefe.
- Porque não pensei nisso antes.
Raciocinou o chefe e ordenou:
– Pois tirem esse pano da boca da jovem.
Em poucos minutos a vítima estava livre da mordaça. E então o chefe indagou:
- A senhorita és niña Bienvenida?
- Não. Não sou niña Bienvenida.
- Entonces, quien eres tu?
- Eu sou Sarita Montimiel, la cantante.
O chefe olhou para o responsável pelo seqüestro e furioso indagou:
- A usted le gustam las flores?
- Si jefe. Amo a las flores.
- Pois manhãna lás terá em su entierro.
E disparou dois certeiros tiros no peito do ajudante que caiu morto completamente falecido. Levaram o corpo dali para o velório do cemitério de Passo de Los Tontos e o chefe guerrilheiro se apresentou:
- Señorita, sou Aztecano Maia de Los Incas, chefe de la guerrilha nesta região. Agora que a senhorita viu nosso cativeiro, terei que matá-la para evitar que o revele. Chamam a isso de queima de arquivo, mas eu chamo de fogo no cativeiro.
- Por favor senhor, não faça isso. Não me matem pois posso cantar lindas canções para o senhor e seus amigos. Eu faço qualquer coisa. Faço o que quiserem.
- Faz qualquer coisa mesmo? Indagou sorridente o chefe Aztecano.
- Sim. O que quiserem. Confirmou Sarita.
- Com todos nós?
-Sim. Com todos vocês. Adoro homens machos e seqüestradores.
- Pois entonces, jefe, vamos nos divertir com ela esta noite e amanhã vamos falar com Don Augusto e trocar as seqüestradas.
Enquanto isso, na casa em estilo mexicano , Don Augustin não conseguia entender porque os guerrilheiros haviam seqüestrado Sarita Montimiel, la cantante ,com quem ele tinha a esperança de passar uma tarde de intenso amor no monte de feno. E finalmente chegou a noite com seu manto de estrelas abraçando o vale. Niña Bienvenida, no esplendor de seus dezenove anos, vestiu o babydoll rosa choque e foi se deitar esperando que aquele homem voltasse ao seu quarto para fazer amor de madrugada. Esperava que ele não chegasse ao amanhecer, pois estava com muito sono.
No quarto ao lado, Carmencita de Las Merces deixava a porta encostada porque sabia que Don Augustin iria apenas esperar que a esposa Celestina adormecesse e então viria faminto de amor à sua procura. Naquela casa o amor tomava conta de tudo quando a noite chegava. Até a escrava Chumatela foi parar insinuante no quarto de Don Esteban. Afinal, era uma morena bem engraçadinha. Olhos negros, cabelos de azeviche. Um corpinho que era uma delícia e um par de coxas que punha cabeça dos homens à roda.
Era quatro horas da madrugada quando alguém abriu lentamente a porta dos aposentos de Bienvenida...
A gente sabia que ele voltaria. Mas como seria esta noite de amor? Finalmente Bienvenida vai descobrir quem é o misterioso atacante sexual?