Fogo no feno
Capítulo VII
Don Estebam Mariño estava em estranhas negociações com o chefe dos chacharruas guerrilheiro, niña Bienvenida chorava angustiada com acompanhamento de sua confidente Carmencita e outras coisas aconteciam na casa em estilo mexicano que tem mais dramas que personagens.
Embora fosse sexta-feira e a casa estivesse cheia de visitas, um jovem chacharruense de pouco mais de 18 anos, foi se aproximando sorrateiramente até a porta da cozinha e fez um sinal para a escrava Chumatela. Ela caminhou lentamente do fogão de lenha e chegou mal-humorada até a porta.
- O que é você quer?
- Quero falar com doña Celestina.
- Quem é você?
- Sou Francisco Del Campo.
- É que queres com doña Celestina?
- Ela prometeu me dar uma aula hoje.
- Hoje não moleque. A casa está cheia.
- Mas vai ser uma aula rápida. Vapt vupt!
Não deu tempo de falar mais nada porque doña Celestina chegou até a cozinha e vendo que a escrava Chumatela estava empacando, saiu pela porta agarrando a mão do jovem Francisco e levando-o até um lugar discreto atrás do chiqueiro onde seu pai, Don Augustin, peladão por causa do calor, cuidava dos porcos que chafurdavam no lamaçal. Deitou-se sobre um monte de feno e disse ao rapaz.
- Vamos logo que a casa está cheia.
Ele levantou a saia dela e deitou-se sobre seu corpo. Tinha que ser tudo muito rápido. De dentro do chiqueiro Don Augustin assistia a tudo e apenas balançou a cabeça dizendo para um porco esperto que também era um bom voyer:
- Esta minha filha sempre dando aulas de educação sexual aos jovens rapazes chachurranos.
Francisco terminou o serviço com a velocidade dos jovens inexperientes e saiu correndo rumo a estradinha. A mulher retornou lépida para seus afazeres de respeitável dona-de-casa e esposa do violento e honrado Don Augustin o proprietário da maior plantação de alfaces do país.
Honrado, mas nem tanto assim, porque não via a hora de escurecer e se embaraçar nos braços quentes de Sarita Montemiel, la cantante, que todas noites de sexta-feira vinha matar sua sede e faturar um punhadinho de dólares, cantando, acompanhando-se do violão e depois suportando as carícias de Don Augustin.
Eram assim todos os fins de semana, quando o coche vinha pela estradinha que no verão, por causa da poeira era muito pueril e no inverno, por causada chuva, era muito lamurienta.
No esconderijo do chefe Aztecano Maia de Los Incas, finalmente Don Estebam dizia a que vinha...
A que vinha Don Estaban Mariño? Estamos todos curiosos. Mas a revelação só no próximo capítulo. E-mail novela é e-mail novela...