A
Presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra
fala em Deus.
O
Universo repousa na disciplina.
O labirinto da selva revela ordem
em cada pormenor.
Em
a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
O deserto é o
cadáver do mar.
Há
sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe
encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre
sempre o astro rei.
Em
tudo existe a feição boa.
As nuvens mais sombrias refletem a luz
solar.
Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições. Sem
recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.
A fé
construtiva não teme a adversidade.
O penhasco no dilúvio é ponto
de segurança.
A
obediência não dispensa a firmeza.
Humilhada e submissa, a água
se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e
perseverante, atravessa o rochedo.
Toda empresa solicita cultura e prática.
Inexperiente, o homem
vivo naufraga no bojo das águas; adaptado, o lenho morto navega
na superfície do mar.
O
aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.
O vento,
supostamente vadio, trabalha na função de cupido das
flores.
Volume não expressa valor.
Apesar de pequenina, a semente é gota
de vida.
A
palavra feliz constrói invariavelmente.
Na linguagem do pássaro,
todo som faz melodia.
Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Se o
cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo
recolhe, ao fim, a maior parte da água.
Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
Conquanto invisível, a
onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.
No
campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.
A
escarpa de hoje será planície amanhã.
ANDRÉ
LUIZ